Davi está na escola primária. Ele é bom de bola e ainda gosta de nadar, andar de bicicleta e correr no parquinho com seus amigos. Ele tem muitas ideias boas também e gosta de compartilhá-las com seus amigos. Mas, então, chegou seu aniversário.
Para seu aniversário, Davi havia pedido um novo jogo eletrônico — um sobre o qual ele tinha ouvido algumas crianças falarem maravilhas. Ele era uma criança comportada — prestava atenção na escola e também ajudava em casa, então, seus pais ficaram felizes em conceder seu desejo. No entanto, a partir do momento em que recebeu o jogo, tudo mudou.
Era tão incrível quanto toda a propaganda. Davi adorava o brilho da tela e os sons altos e integrados. Embora estivesse um pouco envergonhado de dizer, ele mal podia esperar que sua festa de aniversário terminasse para poder experimentar o jogo de verdade.
Assim que ligou o aparelho, seus olhos brilharam, seus dedos pareciam grudar no controle, e seus ouvidos pararam de ouvir os sons externos. Ele não conseguia parar de jogar, não conseguia desgrudar os dedos do controle.
"Davi, você quer sair para brincar?" perguntou seu irmãozinho, que segurava uma bola de futebol debaixo do braço e estava prestes a sair.
"Não, obrigado, talvez mais tarde…" Davi murmurou, sem tirar os olhos da tela que piscava luz.
"Mas, Davi, todos os nossos amigos estarão lá, todos eles estão vindo", continuou seu irmão. Mas o fez em vão. Davi nem sequer respondia mais. Depois disso, seu irmão pegou a bola e saiu para se juntar aos amigos. Claro que ele entendia por que Davi não queria brincar — um brinquedo novo é um brinquedo novo, afinal. Mas era estranho que Davi nem lhe mostrasse o jogo nem o deixasse experimentar.
Lá fora, as…