O sino tocou: era o intervalo do almoço. Bia e seus colegas de classe guardaram seus livros e correram pelo pátio até o refeitório. Assim que abriram a porta, foram recebidos por um cheiro maravilhoso.
"Hummm! Cheira a pudim de pão com creme de baunilha, meu preferido!", exclamou Bia encantada.
Era verdade. Embora não houvesse uma única comida de que ela não gostasse, pudim de pão com creme de baunilha era uma das suas favoritas. A mãe dela sempre fazia creme de baunilha para animá-la quando estava doente e precisava ficar na cama, e quase sempre no aniversário dela também.
"Este pudim da escola é quase tão bom quanto o da minha mãe", pensou Bia, enquanto raspava o último restinho do creme de baunilha das bordas da tigela. Então, ela entrou na fila novamente com esperança de repetir. No final, ela conseguiu uma terceira porção também, embora a cozinheira a tenha lembrado de deixar os outros irem primeiro.
Alguns meninos do quinto ano ouviram e começaram a rir. Um deles gritou:
"Para você não tem mais, senão você vai virar um pudim, olhe só pra você!" Bia apenas mostrou a língua para ele e correu para fora para se juntar às amigas, sentindo-se envergonhada. O que o menino havia dito a incomodou pelos dois dias seguintes, mas ela guardou para si mesma. Quando voltou da escola no terceiro dia, ela foi para a cozinha onde a mãe estava ocupada fazendo panquecas para o lanche da tarde, e contou o que havia acontecido. Ela estava preocupada que todos na escola começassem a fazer chacota com ela.
"Mãe", ela disse, "eu realmente amo pudim de pão. E quando tem algo muito saboroso no almoço, eu não consigo evitar de ir pegar mais. O que eu posso fazer?"
…