Era uma vez uma menininha que morava em um apartamento numa grande cidade. O nome dela era Catarina e sua mãe era uma mágica. Pelo menos, Catarina achava que era. Ela nunca tinha visto a mãe fazer um feitiço de verdade, mas tinha certeza de que ela sabia fazer mágica.
Sabe que tipo de mágica? Sempre que era hora do lanche, Catarina deixava os brinquedos espalhados no tapete e corria para a cozinha. A mamãe sempre colocava uma tigela de frutas na mesa para ela e depois desaparecia. Quando Catarina terminava o lanche e voltava para a sala de brincar, todos os brinquedos estavam arrumadinhos nas prateleiras.
“Como eles foram parar lá, mamãe?”, perguntava Catarina.
“Ah, vou te contar isso quando você estiver um pouco mais velha”, a mãe respondia sempre com um sorriso misterioso.
Catarina ficava tão fascinada com aquilo que não conseguia pensar em mais nada. Um dia, quando a mãe desceu para pegar a correspondência, Catarina decidiu tentar fazer a mágica sozinha. Deixou os brinquedos no tapete, saiu do quarto e fechou a porta atrás de si. Esperou alguns instantes e, então, abriu a porta de novo. Nada. Não tinha acontecido nada.
“Como isso é possível?”, perguntou Catarina intrigada.
“Você não está fazendo direito”, disse uma voz misteriosa vinda de cima.
Catarina olhou para cima, surpresa. Havia uma foto de família na prateleira e, no canto da moldura, uma minúscula aranha tecia sua teia.
“Sou o Merlin”, apresentou-se orgulhoso.
“Você sabe falar!”, exclamou Catarina admirada.
“Bom, eu não podia ficar aqui parado sem dizer nada. Já vi sua mãe fazendo a mágica daqui de cima, e, com certeza, não era nada daquele jeito. Mas, se você quiser, posso te ensinar como fazer”.
“Sério?”, Catarina pulou de…